Mons. Klaus Gamber: “a nova teologia (liberal) foi a maior força por detrás da reforma litúrgica”.

domingo, 30 de setembro de 2012

0 comentários
…quando Lutero e seus seguidores primeiramente descartaram o Cânon da Missa, tal mudança não era comumente notada pelo povo pois, como sabemos, o padre dizia o cânon em voz baixa, como uma oração privada. Mas Lutero propositalmente não dispensava a elevação da Hóstia e do Cálice, ao menos não inicialmente, porque o povo notaria a mudança. Ademais, nas maiores igrejas luteranas, o latim continuou a ser usado, assim como o canto gregoriano. Hinos alemães existiam antes da Reforma e às vezes eram cantados durante a liturgia, logo não era uma grande mudança. Mais radical do que qualquer mudança litúrgica introduzida por Lutero, ao menos no que concerne o rito, foi a reorganização de nossa própria liturgia – acima de tudo, as mudanças fundamentais que foram feitas na liturgia da Missa. Isso também demonstra muito menos compreensão dos laços emocionais que os fiéis tinham com o rito litúrgico tradicional.
Neste ponto, não é inteiramente claro a extensão com que estas mudanças, de fato, influenciaram as considerações dogmáticas – como foi no caso de Lutero…
O aspecto realmente trágico deste desenvolvimento é que muitos dos envolvidos na elaboração dos novos textos litúrgicos, dentre os quais especialmente bispos e padres que vieram do Movimento da Juventude Católica [Jugendbewegung], estavam atuando de boa Fé, e simplesmente falharam em reconhecer os elementos negativos que eram parte da nova liturgia, ou não os  reconheceram corretamente. Para eles, a nova liturgia expressava o cumprimento de todas as suas esperanças e aspirações passadas pelas quais eles esperaram por muito tempo.
Uma coisa é certa: a nova teologia (liberal) foi a maior força por detrás da reforma litúrgica. Todavia, afirmar, como às vezes é feito, que o Novus Ordo Missae é “inválido”, seria ir muito além deste argumento. O que nós podemos dizer é que desde que a reforma litúrgica foi introduzida o número de missas inválidas certamente cresceu.
Nem as persistentes súplicas de distintos cardeais, nem sérios pontos dogmáticos salientados pela nova liturgia, nem apelos urgentes por todo o mundo para que não se fizesse obrigatório o novo missal, puderam parar o Papa Paulo VI – uma clara indicação de seu próprio e forte endosso pessoal. Mesmo a ameaça de um novo cisma – o caso Lefebvre – não pôde movê-lo a ter o Rito Romano tradicional como, no mínimo, coexistente com o novo rito – um simples gesto de pluralismo e de inclusão que em nossos dias e tempos teria sido, certamente, a coisa prudente a ser feita.
Monsenhor Klaus Gamber, Die Reform der römischen Liturgie

Que tipo de guerra está sendo movida contra nós?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

0 comentários
Qualquer pessoa que não esteja desprovida do uso da razão é capaz de perceber que existe uma verdadeira guerra sendo travada contra os católicos tradicionais. Podemos nos perguntar, especificamente, que tipo de guerra é esta?
Os idólatras do concílio Vaticano II querem nos silenciar a todo custo. Os modernistas querem exterminar qualquer forma de reação contra os erros que eles espalham. O objetivo deles não é menos do que a aniquilação de toda a resistência católica contra a heresia.

Um exemplo indiscutível é o que ocorreu recentemente ao site alemão de notícias católicas Kreuz.net. Ele foi ameaçado pela Conferência Episcopal Alemã que o acusou de “abusar do conceito católico e de insultar os bispos”. Ora, quem abusa do nome de católico são os bispos modernistas, e não aqueles que os denunciam. Eles reclamam sem razão, pois o site nada faz senão dizer a pura verdade ao chamar os clérigos modernistas de Seelentöter – assassinos de almas. Insulto, sim, é o que os liberais continuamente fazem contra Cristo e Sua Igreja. A reportagem contra o site católico termina com o desejo dos bispos modernistas: “O objetivo deve ser que este site seja removido o quanto antes da rede”. Ou seja, o que eles movem é realmente uma guerra de extermínio contra nós, querem nos silenciar completamente e nos impedir de exercer a defesa da Fé.
Mas não precisamos ir longe. A versão tupiniquim daqueles que não enxergam nada além do Vaticano II também quer nos calar:
Assim, é preciso calar de vez as vozes dissonantes e muito prejudiciais à Igreja que se levantam contra o Concílio. São maus católicos, em comunhão imperfeita com a Igreja, os que se prestam a esse triste serviço.
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/10/29/%C2%ABestamos-em-divida-com-o-concilio-vaticano-ii%C2%BB/
A coerência certamente não é o forte dos defensores do concílio. Estes que defendem o diálogo com os hereges, cismáticos, infiéis, judeus, ateus ou qualquer outro grupo acatólico, são os mesmos que querem silenciar quem não aceita o Vaticano II.
O que aconteceu a todos aqueles que fizeram acordos práticos com as autoridades modernistas é outro exemplo do silêncio imposto. Isto vem desde os primeiros acordos, até hoje. A Fraternidade São Pedro foi humilhada por volta do ano 2000 com a imposição de Roma para a troca do superior geral, que era conservador, por um liberal. O Instituto do Bom Pastor já sofre a pressão das autoridades para que se adapte à realidade conciliar, inclusive já falando não mais em exclusividade do rito de sempre para o instituto. O que demonstra, para quem não se fecha à realidade, que a palavra dada pela Roma conciliar não tem valor. Pouco antes o superior do distrito da América do Sul reclamava da perseguição sofrida pelo instituto.
É evidente demais, ninguém tem o direito de negar isto: as autoridades conciliares que dialogam com todos os inimigos da Igreja são as mesmas que tentam de todas as formas estrangular os católicos tradicionais. O que eles querem é destruir toda a resistência católica.
Se os liberais querem exterminar toda resistência católica, o método utilizado para  atingir este objetivo é o de uma guerra psicológica. A verdade está inteiramente do lado tradicionalista. Se compararmos o Vaticano II com a Tradição Católica, veremos que existe um ruptura incrível. Para o bem da Igreja, esta ruptura somente poderia ser superada ou com a anulação do Vaticano II ou com a correção de todos os erros conciliares. Tratando a questão desta forma, utilizando-se da razão iluminada pela Fé, os modernistas não teriam absolutamente nenhuma chance de vencer o combate, pois eles estão do lado da mentira. Como não podem nos vencer pelo debate sério, racional, eles apelam para esta guerra suja em que querem nos fazer sentir culpados pela divisão.
A estratégia modernista é suja como a dos comunistas. Estes, quando se veem acuados sem respostas diante de quem sabe destruir as falácias marxistas, logo apelam para chamar seus oponentes de “fascistas”. Na falta de resposta inteligente, apelam para a desqualificação do oponente através da mentira. No nosso caso, como os modernistas não têm resposta para as nossas críticas ao Vaticano II e à missa nova, logo apelam para os slogans “cismáticos”, “rebeldes”, “sedevacantistas”, etc. A lógica não tem o menor valor para eles, o que vale é nos fazer sentir culpados.
Os apelos, tanto dos modernistas quanto dos acordistas ingênuos, são sempre emocionais. Nossos inimigos são mestres no uso da propaganda. “Roma está de braços abertos para recebê-los”. “Não deixem passar esta oportunidade”. “Se vocês continuarem se negando a unir a Roma, estarão criando um cisma”. Todas estas baboseiras são ditas com tanta convicção que até parecem coisa séria para os desprevenidos.
Os modernistas querem nos fazer desistir da luta, querem nos vencer pelo cansaço. Eles nos atacam com tudo o que podem, mas nós não cedemos, não temos medo da cara feia deles. Então, eles alternam sua estratégia. Tentam fazer parecer que estão bem dispostos com relação a nós. Eles até fazem concessões, mas com o único objetivo de nos induzir a acreditar que a luta acabou, no momento mesmo em que ela toma dimensões cada vez maiores. “Façam o acordo e tudo estará bem”. Não! Nada está bem enquanto persistirem em idolatrar o Vaticano II! Primeiro a doutrina, depois a trégua. Não temos o direito de abandonarmos o combate antes da vitória. Não temos.
O combate é longo, mas devemos persistir. Não podemos nos deixar intimidar, nem vencer pelo cansaço. A vitória virá quando eles abandonarem os erros do ecumenismo, da liberdade religiosa, da colegialidade, etc. E isto deverá partir de cima. Enquanto não houver condições, permanecemos com a doutrina, com os sacramentos, com a liturgia, com toda a riqueza da Igreja preservada. E deixemos os lobos uivarem de raiva por não poderem nos destruir como queriam.